quinta-feira, 30 de junho de 2016

When security is no longer guaranteed

This week I took my regular tram and got off at Bismarckplatz, a very confusing and busy square where two important streets meet: Bergheim and Hauptstrasse, the main street with kilometers of shops and restaurants, a very beautiful pedestrian street.

Distracted as I am, I saw a lot of police cars blocking the ways, only the tram could pass, all the rest was stopped by the police, but I didn’t really pay attention, I walked through a parallel street and after 2 blocks I decided to turn left and go to the Hauptstrasse, it is much prettier, I thought.

As I reached the street all the police officers were leaving with their cars and opening the way. Most of the shops had their glass doors still closed. People were looking confused. As a Brazilian my first thought was “an arrastão” (like the assault to women in Cologne, but here to shops). But I refuted my theory as I realized that nothing was broken or dirty. Walking back to the square I saw just a small shop with the doors open, luckily it was also my favorite shop! I entered Accessorize focused on constructing a question in german and asked the salesgirl:

“Wissen Sie was passiert ist?“   


“A bomb threat that was proven false.” I admire her calmness. I understand everything was ok, but only  imagining that a bomb could have been planted here on the same day that 3 bombs exploded in Turkey made me feel very uncomfortable and insecure. It also made me realize that the police is dealing with a lot of stress and it is taking for granted that a bag unattended is a bomb.


domingo, 5 de outubro de 2014

Ser Humano é tudo igual

Em um ano morando no mesmo lugar, dá para tirar algumas conclusões baseadas em observações e comparações, e eu cheguei aos pontos abaixo depois de analisar na minha cabeça e conversar com outros americanos (do sul e do norte) e com a minha mãe e amiga que passaram um tempinho aqui comigo.
Países que foram colônias têm o costume de se olhar da maneira que a metrópole sempre os olhou, e no Brasil isso resultou no nosso tão falado "Complexo de Vira-lata" que o Nelson Rodrigues falou lá em 1950 e que nas manifestações de 2013 (Revolução do Vinagre) foi tão repetido e discutido.
Eu tenho ainda conheci outra teoria, que ouvi numa aula na Faculdade de Letras e nunca consegui esquecer: para formarmos adjetivo de nacionalidade, acrescentamos o sufixo 'ano', como italiano, chileno, peruano, ou variações como argentino, alemão, húngaro. No Brasil, usamos brasileiro, o sufixo 'eiro' está basicamente ligado à profissão, local que se guarda objetos, objetos e coletivos (Breve Gramática do Português Contemporâneo, Lisboa, João Sá das Costa Editores, pág. 69), estressando, brasileiro, que trabalha no Brasil. 
Um "Melting Pot" onde as diversas nacionalidades europeias, mais tarde povos,  viriam para extrair o máximo que pudessem em então voltar à civilização, modernidade e cultura. O interessante não era tornar a maioria das colônias em potências que pudessem concorrer, esse 'olhar colonial' manteria os mestiços 'vira-latas' em seu devido lugar, inferiores colonias com subculturas e dependente dos produtos e da civilidade deles.
Fomos tão bem treinados que acreditamos veemente nisso, o Brasil só tem maloqueiro, gente que quer 'mamar nas tetas do governo', aproveitadores e incultos.

O discurso de "na Europa que é bom, moderno, limpo, sem mendigos, maior justiça social, menor jornada de trabalho, pessoas educadas, nada de bolsa família e não tem funk, esse gênero musical decadente" só pode ser de pessoas obviamente nunca foram à Europa, provavelmente nunca saíram do Brasil, por isso imaginam que indo ao 'centro do mundo' vão encontrar pessoas superiores. 

A boa notícia é: ser humano é complicado em qualquer lugar do mundo, muitas cidades que conheci na Alemanha, em Portugal ou mesmo Paris são sujas e cheias de mendigo! Tem uma 'cracolândia' bem pertinho da estação de trem (aliás lugar que evito passar sozinha e quando vou fico próxima ao segurança) onde moro. Pode ter menos gente na podreza e maior igualdade social, mas ainda sim existem pessoas pedindo dinheiro, recolhendo latinhas e garrafas na rua e roubando (clique aqui para reler o triste relato das minhas botas Timberland), sobre a jornada de trabalho, depende muito da empresa e do lugar, meu ex namorado publicitário trabalhava em casa de fim de semana e às vezes entrava às 7 horas da manhã para ficar até a noite, existem similares ao bolsa família para todo tipo de pessoa, tem bônus para bebês, ajuda financeira até certa idade e outras formas do governo auxiliar que não consegue trabalho, e existem 'maloqueiros', muitos, mulheres com cinco filhos pendurados, gritando no trem, ouvindo hip hop em alemão alto dentro do transporte público e todas' àquelas coisas horrorosas 'que os coxinhas pensam que 'só existe no Brasil'.

A educação eu deixei para o final porque é algo que me incomoda muito: alemão não respeita fila! Não existe esse conceito na cabeça deles, não se pode generalizar, mas em todos os lugares vejo isso. Fila para ir ao banheiro? Só se tiver um segurança controlando, se não as mulheres vão se jogando para entrar primeiro. Tenho uma história engraçada de uma festa deste ano, eu esperava na fila e quando chegou a minha vez uma menina atrás passou à minha frente e entrou na porta que abriu, não deu tempo nem de eu reagir, a segunda foi tentar fazer o mesmo, mas eu não aguentei, andei mais rápido e abri a porta com tudo, que bateu na cara dela. mandei o bom e velho "chudigung" (entschuldigung). Fila de ônibus é a mesma coisa, o problema é seu se você chegou vinte minutos antes dele, alguém que chegou 2 minutos antes vai tentar furar fila, é a síndrome de Schumacher, eles querem passar na frente pisando nos pés do adversário para pegar um lugarzinho perto da janela.

Lugar reservado em transporte público? Até tem, a maioria das pessoas não respeita e eu já vi senhoras de andador tendo que ficar em pé porque ninguém oferece lugar para sentar, não é igual o vídeo daquela moça que não queria dar lugar a uma senhora no ônibus (vídeo que não entendi porque outra pessoa não cedeu lugar e deixou uma discussão inútil acontecer, se aprendi algo na vida é que com pessoa idiota não se discute, deve-se falar 'tadinha, deve ser muito foda ser assim...'), ninguém nem olha. já tive que pedir para um cara sentado num banco reservado para dar licença para um senhorzinho sentar. O senhor jamais pediria, o que meu ex falou, segundos antes de eu levantar de um assento normal para ceder à um homem com bebê no colo foi: " a pessoa pode ficar ofendida se você oferecer lugar", eu ofereci e o homem ficou muito satisfeito e deixou eu brincar com o bebê. 
A melhor resposta que ele poderia ter.

A conclusão é, gente mal educada, grossa, 'maloqueira', existe em qualquer lugar do mundo e que a gente precisa enxergar um pouquinho mais além do oceano atlântico!

(próximo post talvez eu fale do atendimento em bares e restaurantes aqui da Alemanha, é tão ruim que parece que você está fazendo um favor à garçonete, ainda assim elas fazem 100 euros de gorjeta por noite)

sábado, 27 de setembro de 2014

Tudo a seu tempo!

Para nós que somos do Brasil é engraçado pensar em algo de ‘época’, claro que existem algumas frutas e legumes que se fora da época não são tão saborosos, e é difícil achar Colomba Pascal fora da Páscoa e Panetonne sem ser no Natal, é difícil, mas não impossível, o Carrefour às vezes vende versões fora de época.


Mas não posso esquecer que estou no país das regras e tradições, e eles são bem chatinhos com isso. Só me dei conta em junho quando a minha mãe trouxe um delicioso pote de doce de leite cremoso Aviação e eu tive a blasfêmica ideia de comprar uma Berliner sem recheio e colocar o meu doce, transformando-a assim em uma versão gringa do nosso Sonho. A Berliner, ou bola berlinense é basicamente o nosso sonho de padaria com recheio de geleia de morango (os Brasileiros ganham nessa mistura). Perguntei pro meu amigo padeiro se ele poderia me trazer algumas, mas “Berliners só podem ser consumidas do começo do ano ao carnaval”.

Mas o fato é que um mercado daqui dá uma de Carrefour e vende o doce o ano todo, mas com geleia, e eu queria pura. “Eu sei, mas não posso fazer, elas só devem ser produzidas neste tempo específico”.
Pensei que ele estava exagerando, mas um novo fato me fez perceber que é assim mesmo, o supracitado mercado já está vendendo, em pleno setembro (!!!) Lebekuchen (calma, nada mais é que pão de mel em formatos natalinos) e eu comprei porque: 1) adoro chocolate, 2) são super fofinhos, corações, árvores, botinhas de papai Noel e estrelas como guloseimas, 3)combinam muito com café. Preparei um cappuccino, abri toda contente o pacote e ofereci para a menina que mora comigo. “Que absurdo, não se deve comprar Lebekuchen antes de Dezembro, não faz sentido, eu não posso comer!”
 

Não gostei muito, mas tudo bem, eu entendi que é legal ter essas tradições que lembram infância e te ligam a sua terra, a sua Heimat. Eu também tenho algumas que não abro mão e hoje na Heidelberger Herbst, a festa de outono da cidade, eu aproveitei e testei o ‘vinho novo’ com uma torta de cebola, algo que só se faz no começo do outono, e senti este tal sabor especial.



Video com a parte medieval da festa, não tem narração porque eu ia fazer na sala de internet, mas tá rolando uma festa aqui, apagaram a luz e estão ouvindo música alta.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Um Ano Ausente

Sei que aqui no blog não é bem um ano, se bem que as últimas postagens foram um tanto quanto superficiais e eu não sou bem assim, e também quem acompanha o El Ropero (.com) sabe que contribuo lá com dicas de viagem e outras coisinhas mais.

O modelito mudou e a tolerância ao frio aumentou!!

O fato é que eu consegui, olha eu achei que não conseguiria, mas no dia 23 de setembro de 2013, a pequena Juminako aqui embarcou para a maior aventura de sua vida. Eu aprendi na prática e da maneira mais intensa o possível que toda escolha envolve perda. Por mais que eu ame estar aqui, que eu veja minhas fotos e lembre o que passei e pense “nossa que foda”, eu sou a todo momento lembrada do que escolhi.

Estou contabilizando o terceiro casamento perdido, e de grandes amigos, bebês que nasceram, aniversários de pessoas queridas, momentos com a minha família e com o meu cachorro. Sinto falta de coisas como a minha máquina de costura, domingos na Choperia Liberdade, academia (a daqui é muito chata e não tem os aparelhos essenciais para o popo brasileiro), falar a minha língua, o nosso português é tão lindo, e como dizem as gringas “tão sexy”, ir ao médico é um tormento, fazer mercado é uma tristeza: Cadê minhas frutas?

Mas ai eu tenho uma aula incrível na faculdade, converso com pessoas interessantíssimas na cidade ou em outros países, planejo Halloween na Irlanda, volto para casa de madrugada a pé, ando de bike para todo lado (principal motivo de escolher Alemanha), cuido da minha casa, da minha alimentação, seguro-me nos trinta para não explodir com a companheira de piso; amadureço no modo hard!

“Você acha que a Juliana está diferente?” perguntou minha ex-futura-sogra para minha mãe quando veio me visitar em Julho. “Adaptada” foi sua resposta, concordo, ainda sou aquela mesma menina-mulher que gosta de coisas fofas, acabei de juntar pontos para trocar por uma pelúcia no supermercado, mas a diferença é que tenho que cuidar das minhas finanças, e se ficar doente estou basicamente sozinha, tenho amigos, tenho namorado, mas não tenho a família e isso é bem tenso.

Eu tenho mais um ano ai para explorar ainda mais a minha independência de tudo e todos, mas até agora falhei! Tenho o poder de acumular coisas -agradeço isso ao meu charme- porque já ganhei tanta coisa em um ano (livros, móveis, roupas, ursinhos, material escolar, ventilador, maquina de waffle, globo terrestre, ferro de passar roupa, secador de cabelo...E o mais importante: Minha Bicicleta) que parece que sempre morei na Alemanha! 
E já acumulei tantos amigos legais que percebi que o poeta estava certo: é impossível ser feliz sozinho!

Castelo e a ponte antiga em Heidelberg!

Não me canso dessa roupa! Dirndl

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Homenagem à Lua (e nosso ensaio)

Em Schwetzingen encontrei um portão perfeito que lembra o desse ensaio aqui.http://juminako.blogspot.de/2013/01/edwardian-lady-por-lua.html
(Schwetzingen é uma cidade da Alemanha localizada no distrito de Rhein-Neckar-Kreis da região administrativa de Karlsruhe, estado de Baden-Württemberg, o ponto principal é um lindo castelo estilo Versailles)









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